Sprint Final

Por Valdez Gomes

No último Domingo, após relutar e postergar um bocado, resolvi prestigiar a tal Paralimpíada. Peguei minha pequena e tomamos o rumo do Estádio Olímpico Nilton Santos (diga-se de passagem, justa homenagem ao ídolo alvinegro que não vi jogar, mas sempre simpatizei com sua pessoa).

A competição estava marcada para iniciar às 10hs, nós chegamos às 11hs, a tempo de ver o brasileiro vencer os 100m rasos de sua categoria. Bacana ver um compatriota ser campeão nos braços da torcida. E nós estávamos posicionados bem em frente a linha de chegada… Trouxemos sorte!

No Atletismo, assim como na Ginástica, as competições ocorrem simultaneamente. E por esse motivo, logo em seguida, vieram as provas de resistência. Assistimos a duas delas, vencidas por dois Quenianos. A dinâmica dessas provas foi mais ou menos a mesma. Na primeira delas, assim que foi dada a largada, um egípcio tomou a ponta e abriu larga vantagem, todo o restante ficou para trás, inclusive o campeão da prova, que nos últimos 600 metros da prova, acelerou as passadas trazendo consigo o medalhista de prata. O Egípcio penou para completar o pódio.

Na prova seguinte, também de 1500m, um brasileiro abriu pequena vantagem e ditava o ritmo da corrida, dessa vez eram os deficientes visuais que competiam, a dupla brasileira levou a torcida a loucura, a cada passada, nós dá arquibancada, empurrávamos nosso atleta e seu guia. Sem perder o foco, a dupla do Quênia, crescia na prova, o nervosismo tomava conta dos brasileiros, que ao contrário do atleta, via a distância ser reduzida metro a metro. Faltando cerca de 400m para a linha de chegada, a dupla do Quênia tomou a dianteira e deixou o brasileiro com a prata. Tudo bem, na Paralimpíada, a máxima do “o que vale é competir” é levada à risca e por isso, não rara são as vezes em que o último colocado é mais ovacionado que o campeão.

cavalos

Quarta-feira, mudei de canal e parei para assistir o jogo da TV, aquela que intitularam de final antecipada. Palmeiras e Flamengo frente a frente. O resultado de empate me trouxe de volta àquela manhã no Engenhão. A exemplo do que aconteceu na pista de atletismo, o campeonato brasileiro ganha contornos de uma prova de resistência, onde o Brasileiro que abriu vantagem é o Palmeiras, o Queniano me parece o Flamengo e um pouco mais atrás, ainda que o Galo tenha encostado na pontuação, chega o segundo pelotão, formado pelo Atlético, Santos, Corinthians e Grêmio.

O Verdão que outrora corria com vento na cara, agora sente cada vez mais perto o aroma do Rubro-negro. A meu ver, o Porco vai ser ultrapassado nos momentos finais dessa disputa. O Urubu parece mais inteiro e focado em busca do título.

Enquanto isso, torcidas do Palmeiras e do Fla, fazem suas apostas. A julgar pela partida de quarta-feira, esse fim de semana promete alternância de posições da frente. E se esse for o momento do último gás até a linha de chegada, eu diria que os cariocas têm tudo para levar o ouro.

Ah, só para registrar, Domingo naquela prova dos 1500m, mesmo sabendo que o queniano estava muito mais inteiro para vencer, eu torci pelo brasileiro.E dessa vez, não é diferente. Para mim, o Palmeiras é o Brasil no Brasileirão!  Corra Verdão!

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