Sem Cosme, Com Damião e a Pergunta: Vai ter Doce ?

Por Victor Mesquita

 

damião

 

Como classificar a diretoria do Flamengo? Mais perdida que cego em tiroteio, que surdo em bingo ou cachorro caído de caminhão de mudança?

A promessa de um time forte, mesmo que a longo prazo, feita no início do mandato presidencial de Bandeira de Melo, vem com contratações na base da aposta. Em seu 4º ano como presidente do rubro-negro carioca não há um time montado.

Rodrigo Caetano é o reflexo do parágrafo inicial. O cara que chegou com bom currículo e como solução para os problemas em campo, mas não passa confiança aos mais críticos e com seu jeito sereno esconde um desespero em suas decisões.

Guerrero com seu astronômico salário e péssimo custo-benefício, Ederson com suas intermináveis lesões e a ida e volta de César Martins são exemplos de como a casa está desorganizada. Isso sem esquecer de Mancuello e Cuellár, que vieram como solução e foram, inexplicavelmente, parar no banco de reservas.

Jogadores chegam, mas não para compor elenco, como deveria ser. São titulares com apenas alguns poucos dias no clube. Os que lá estão não conseguem se encaixar no esquema de jogo, deixando assim qualquer técnico em desespero.

As perguntas para a atual situação do clube são muitas: problema dos treinadores? Má vontade dos jogadores? Má gestão do futebol?

Qual opção escolher? Todas? Depois da saída de Muricy e a entrada de Zé Ricardo, eu eliminaria a primeira.

No cassino rubro-negro a aposta da vez se chama Leandro Damião.

Aquele que jogou pelo Internacional de Porto Alegre, chegou à Seleção Brasileira, foi cobiçado pelos grandes clubes europeus, mas teve seu futebol roubado sabe-se lá por quem.

Aquele que, mesmo em baixa, chegou ao Santos como supercraque, numa tresloucada atitude da diretoria do Peixe.

Foi repassado ao Cruzeiro e, mais recentemente, ao Bétis da Espanha, onde atuou por 179 minutos – sem marcar gols.

Por sinal, o último gol de Leandro Damião faz tempo! Foi em novembro de 2015, ainda pelo Cruzeiro.

Novamente a diretoria rubro-negra, num ato desesperado, brincando com os sentimentos de seus torcedores, ativa seu modo rehab para trazer um ex-craque (mesmo jovem, com seus 27 anos) para um período intensivo, onde terá que, não só reaprender futebol, como também salvar o clube da Gávea de mais um ano de vexame. Time que, com o elenco que tem, não pode ficar no meio da tabela.

Resta saber se Damião, desfalcado de seu parceiro Cosme, deixará um gosto doce ou amargo na boca dos rubro-negros.

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