Guerrero Artilheiro?

Por Victor Mesquita

Dar a Paolo Guerrero a alcunha de artilheiro nato demonstra falta de conhecimento da trajetória do jogador. E a contratação por parte do rubro-negro carioca tem se mostrado um tremendo equívoco.

Chegando ao Corinthians em 2012, Paolo Guerrero era, para muitos, como o caviar de Zeca Pagodinho: “nunca vi, nem comi, só ouço falar”. Ouvir falar era quase inimaginável, já que, apesar de ter vestido camisas como as de Bayern e Hamburgo, o atacante era só mais um sul-americano na multidão.

Os bons números em sua temporada de estreia foram abençoados por um algo mais, o título do Mundial de Clubes, onde, inclusive, marcou os 2 únicos – e decisivos – gols do Corinthians, caindo assim nas graças da Fiel Torcida.

Sendo intocável nos 10 da linha, Guerrero, apesar de importante para o elenco, não manteve altas médias de gols nos 2 anos seguintes: em 2013 foram 0,39 gols por jogo, enquanto em 2014 foram 0,36.

Em 2015, mesmo com a surpreendente saída do clube paulista, conseguiu, até maio, com 18 jogos disputados, anotar sua melhor média de gols até então, após marcar 11 tentos.

Em junho, vindo de uma excelente Copa América, onde foi artilheiro com 4 gols – levando o Peru ao 3º lugar da competição – chegou à Gávea com status de matador. Parecia ser a solução que o Flamengo buscava desde a saída de Hernane “Brocador”, jogador que em 2013 havia marcado surpreendentes 36 gols em 58 jogos, mas que, na temporada seguinte, não repetia seu excelente rendimento.

Pelo Flamengo Paolo fechou o ano de 2015 disputando as mesmas 18 partidas que até então havia feito com a camisa do Corinthians, todavia, com um grande diferencial: ao invés de 11, foram apenas 5 gols marcados.

A calorosa sequência inicial de 3 gols em 3 jogos, onde parecia sentir-se à vontade no elenco, não impediu uma queda brusca de desempenho, levando-o a uma seca de gols e gerando um certo desconforto no torcedor rubro-negro que, assim como sua diretoria, havia depositado muitas fichas em seu sucesso.

Da primeira temporada até os dias de hoje Guerrero disputou 21 jogos, marcando 9 gols – média de 0,43 gols.

Média de Gols

Ainda que os números apontem algo positivo, seu baixo (des)empenho em campo contrasta com seu alto salário e faz com que o torcedor fique louco na arquibancada. E não, não é “o bando de loucos”, e sim os “loucos de raiva”!

Como diz o eco das arquibancadas “nós queremos respeito e comprometimento”.

Resta a esperança de dias melhores, ou que apareça um chinês na Gávea com papel, caneta e uma mala de dinheiro, amenizando assim o prejuízo que vem sendo acumulado.

Não que Guerrero seja o único culpado pelo fiasco que o Flamengo vem apresentando na atual temporada, mas a paciência está acabando e com ela também está indo o amor. E quando o amor acaba isso aqui vira um inferno!

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