Primeiro de Maio – Dia do Fico

Por Valdez Gomes

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Quando tudo era só terra arrasada, amores despedaçados, certezas desconstruídas, quase todos acreditavam ser o fim precoce de um povo, ele foi lembrado e convidado a fazer aquilo que era possível naquele momento.

Diante do cenário de pós-guerra, ele se viu diante do maior desafio de sua vida. Os anos de experiência no front de guerra, o fizeram acreditar que era possível reverter. A missão era duríssima, para vencer a guerra contra desamor, a desesperança e o descrédito, não poderia haver mais baixas nas batalhas seguintes.

A imagem negativa de seu último trabalho no exército nacional, ainda fazia sombra e isso o colocava na posição de “aposta arriscada”. Mas naquele momento, não havia muita coisa a perder. Já havíamos perdido tudo, para quase todos, das formas mais vexatórias e para qualquer um. Então, naquela conjuntura, a escolha me pareceu acertada.

O trabalho foi difícil, aos poucos os resultados foram aparecendo, o objetivo que antes parecia ser alcançado apenas com um milagre, passava a ser palpável, pouco, mas tendo em vista o que já tinha sido, era sim um sonho real.

Ao final da guerra, o resultado que almejamos, não foi atingido. Contudo, o legado construído, se é que é possível haver legado positivo depois de uma guerra, por mais absurdo que possa parecer para quem vê de fora, foi mais importante do que vencer a grande batalha. O resgate do que havíamos perdido, foi o maior de todos os títulos que poderíamos ter conquistados. A partir daquele trabalho de reconstrução, a bravata do “outro”, fazia todo o sentido… O respeito havia voltado! E com ele, voltaram também o orgulho, o amor próprio, a convicção de que qualquer coisa era possível se o trabalho fosse bem realizado.

E aí é que está o grande mérito de um comandante; seus subordinados, mesmo tendo possibilidades de abandonar o barco, em sua maioria, preferiu seguir junto ao líder. Provavelmente, as ofertas migratórias não foram poucas ou baixas, mas naquele batalhão havia uma coisa mais importante que cifras e promessas, ali dentro do QG havia “unidade”.

Do Raso ao Capitão, todos devem ter recebido cantadas por dias melhores, e evidente que isso não deixaria de fora o Comandante da tropa. Quem antes era uma aposta arriscada, agora é visto como o novo Midas, aquele que em tudo toca se transforma em ouro. E justo na semana mais importante, logo após a tempestade, quando vivíamos tempos de bonança, eis que chega um emissário afortunado a fim de nos tirar o louco que ousou acreditar em nós.

A semana passou lenta, dia a dia as notícias que chegavam, davam conta do possível acerto, houve quem cravasse e desse como favas contadas o desembarque do Comandante logo na primeira semana de Maio.

Muito se especulou e ele pouco falou. Havia um clima de tensão por parte dos comandados e de seus fiéis seguidores. Confesso que não fazia parte da ala que levou fé na saída. Naquele momento, havia mais coisa em jogo do que o montante de pães de queijo oferecido pelos rivais mineiros.

Jorginho – o comandante de quem falo-  foi jogador, e dos melhores, vivenciou grandes momentos por onde passou e aprendeu como motivar e mexer com os brios da moçada. Não foi por acaso que ele se esquivou e deixou que se criasse todo o burburinho por parte da imprensa. Ele sabia da importância do trunfo que havia caído em seu colo e usou, de forma estratégica, no momento certo. Nada mais emblemático, do que um dia primeiro de maio, para acabar com as falsas notícias e confirmar que seu belo trabalho continua no Vasco.

Honestamente falando, eu quero o título domingo e mais do que isso, meu desejo é que seja de forma invicta. Mas se não vier, o que é perfeitamente possível, a vitória que você e sua equipe nos deram, é maior que qualquer taça dourada.

Parabéns Comandante Jorginho, o sucesso do Vasco se deve muito ao seu trabalho.

Até Domingo, até a vitória!

 

fico

 

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