Domingo Fui… À Passeata

Pitaqueira Convidada: Marcella Assis

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O Brasil é o país do futebol. Parece que esta afirmação não está valendo para esse ano com o campeonato carioca esvaziado como está. O fato dos dois maiores estádios do Rio estarem fechados só piora a situação.

O Engenhão esteve mais tempo fechado do que uma história concreta em eventos esportivos. E o Maracanã, bem… a situação como foi feita a reforma do estádio para a copa do mundo já denunciava o que aconteceria.

O que poucas pessoas ainda resistem em aceitar é que a política influencia em todas as áreas da nossa vida em sociedade, o futebol não está fora desta regra. A relação entre o sucateamento do Estado do Rio de Janeiro, em detrimento de pagamento de “favores” para que os grandes eventos aconteçam por aqui, está intimamente ligada a falta de sucesso do campeonato carioca e vice-versa.

Em 2015, a FERJ arrecadou cerca de R$ 2,5 milhões com o campeonato carioca, o que faz falta no atual orçamento fluminense que está contando moedinhas, mas é sempre generoso em anistias para grandes empresas. Enquanto isso, o clássico da sétima rodada do campeonato carioca foi no Amazonas, o que, além de incoerente, dificulta aos torcedores apoiar seus times. Quem ganha com isso é a emissora que tem a concessão para transmitir os jogos do campeonato.

Durante muito tempo foi desejo de muitos que um dia a população se interessasse por política tanto quanto se interessava por futebol. Esse dia chegou. Nas ruas e redes sociais a política está muito mais comentada que o futebol. Pena que, assim como os iniciantes no futebol tem dificuldade em entender a regra do impedimento ao gol, os iniciantes em política também têm dificuldade em entender as regras de impeachment.

No futebol é a paixão que fala mais alto na hora de defender o impedimento. Já na política, defender o impeachment envolve interesses pessoais e técnicas de controle social, especialidade dos meios de comunicação hegemônicos. E em ambos têm aquele torcedor ciente que o jogador não estava impedido, mas diz que estava só para fazer valer o gol. Desonesto, não?

De qualquer forma, ontem teve decisão de campeonato num jogo que definiu o destino do país quanto a sua capacidade democrática. A arena foi na Zona Sul, mando de campo da elite carioca. De um lado aqueles que defendiam a democracia torcendo pelo time vermelho. Do outro, os que optaram pelo impedimento vestindo verde e amarelo, pois se julgam patriotas em querer acabar com uma corrupção que passa pelos juízes da partida.

Com o Maracanã fechado, domingo eu fui… à passeata!

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