Podia Ser…

Por Alan Parada

 

cox

 

Vamos falar de Seleção Brasileira? De novo.

Já escrevi sobre ela aqui e volto ao assunto.

Insisto no tema, porém, com outro foco.

Desde novembro, quando escrevi o post acima, muita coisa aconteceu no país, mas pouca coisa relevante no futebol.

Impeachment, coxinhas, petralhas, Lava-Jato, Moro, Cunha, PT, PSDB, PMDB, PP…

PQP!

Está uma zona, a bruxa está solta e se tudo der certo, vamos sair mais fortalecidos como nação e, no final disso tudo, futuramente, poderemos ajudar nossos filhos e netos nos trabalhos de história.

E o que a Seleção tem a ver com isso?

Tudo. Basta ver que nas manifestações dos “coxinhas”, as camisas amarelas da CBF dão a tônica.

Os malditos “petralhas” até usam isso como argumento para desqualificar a posição alheia, mas isso não vem ao caso.

O caso é que nossa relação de amor e ódio é com a Amarelinha e a coisa está ficando feia para a turma que joga bola.

Estamos vivendo um momento que reflete a acomodação do futebol nacional. Não temos técnicos qualificados no país, salvo exceções.

Acredito que eles sentaram no pedestal de melhor futebol do mundo e pentacampeão para não correr atrás de qualificação e de melhoras no seu trabalho e, consequentemente, nos trabalhos em seus times.

Isso se reflete na Seleção, onde Dunga faz um trabalho no mínimo fraco, para não dizer péssimo, com míseros 50% dos pontos conquistados nas 6 partidas das eliminatórias até aqui.

E não venha me dizer que a geração é fraca.

Fomos o único país a figurar com 4 dos 11 “titulares” da seleção do mundo da FIFA em 2015, sendo que outros 2 indicados não entraram. Ninguém mais teve esse privilégio!

Nosso trio de ataque é protagonista em seus clubes e está em ótima fase. O meio é recheado de jogadores capazes de mexer numa partida, jogando para frente, como o bom e velho Brasil.

Na defesa temos simplesmente os melhores laterais e o melhor zagueiro do mundo. É pouco?

Então…

Material humano tem, falta organizá-lo e praticar.

Entendo que o papel de um técnico de seleção, seja a Brasileira ou qualquer outra, é ingrato. São poucos dias para treinar, os jogadores não se entrosam e já tem pressão por resultados. Mas é a regra do jogo e é igual para todos.

Como dizia a minha avó: “o combinado não sai caro”.

Se temos os melhores valores individuais, destaques em seus clubes, o que falta para dar certo?

Técnico.

Falta técnico. Não precisamos de treinador, precisamos de técnico.

E aí abro parêntese para a minha definição do caso:

Treinador é aquele que treina, dia a dia. Pensa nas jogadas ensaiadas, trabalha jogadas, acerta falhas pontuais de marcação, finalizações, bolas paradas e etc.

Técnico é aquele que reúne jogadores e melhora a sua técnica, confiando que estes já sabem jogar, sabem suas posições e suas funções. Precisam ser orientados para fazer o melhor possível e render da melhor forma. É o cara que estuda os adversários, acha brechas em suas falhas e pontos fracos. Faz o time jogar da forma mais otimizada possível.

Existem profissionais que conseguem unir as duas coisas. E não são poucos.

Mas, para a seleção, precisamos mais de técnico que de treinador.

E o atual “homem da prancheta” não é nem uma coisa e nem outra, vide seus trabalhos anteriores no Inter e na própria seleção. Sua tática de “contra tudo e contra todos” não funciona e, claramente, ele não é o cara que coloca o time para jogar explorando as suas principais qualidades e nem as fraquezas do adversário.

Em tempos de jogadores que se preocupam com a próxima selfie e em estar sempre com os cabelos arrumados, seja com gel ou com cachos, precisamos de alguém que olhe e faça o time jogar.

E aí, voltando à situação lá de cima, talvez tivéssemos na Seleção um alento de união nacional, onde os coxinhas e petralhas poderiam vestir suas camisas amarelas com orgulho e se abraçar, vendo que são, ao menos por 90 minutos, iguais.

Brasileiros, com muito orgulho, com muito amor.

 

Podia ser, Seleção, mas você não colabora…

 

De empate em empate, de embate em embate, segue o jogo e torçamos para um final feliz. No campo e nas ruas.

Anúncios
Esse post foi publicado em Uncategorized e marcado , , , , , , , , , , , , , . Guardar link permanente.

Uma resposta para Podia Ser…

  1. Guilherme Elid disse:

    Eu não deixei de acompanhar a Seleção por causa dos 7×1, mas sim quando a CBF decidiu chamar o Dunga para “reformular” nosso futebol… Só no Brasil, alguém começa sua carreira pelo cargo mais alto. Se eles não levam a Seleção a sério, eu também não levarei…

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s