Um Craque Sem Respeito

Por Gabriel Gomes

robinho

Ele, um dos melhores jogadores que uma geração viu jogar. Nós, uma das piores gerações que viram um jogador jogar.

Nome completo: Robson de Souza

Nascimento: 25 de Janeiro de 1984

Local de nascimento: São Vicente, SP

Altura: 1,72m

Pé: Destro

Apelido: Robinho

No inicio de 2002, mais um jovem subia para os profissionais almejando um futuro dentro da terra prometida do futebol. No final de 2002, já era um craque.

Naquele time do Santos, campeão brasileiro, existia um jogador que preenchia todos os requisitos (alvo, liso, articulado, habilidoso e bem cuidado) que a população necessita para ser o novo queridinho do futebol brasileiro: Diego. Mas, vendo a partida lá do céu, os deuses do futebol apontaram e sorriram para aquele moleque talentoso com a 7.

O que Robson fez na sua primeira passagem pelo Santos FC foi primoroso. Dribles, gols, assistências, pênaltis sofridos, expulsões provocadas, títulos e estádios lotados. Nada era bastante e ele queira mais. O mundo queria o menino Robson. E Madrid foi abençoada.

Saída conturbada da Vila Belmiro. Para ele, a imagem nunca foi algo importante, o drible era.

No Real, a molecagem deu lugar à genialidade. Em pouco tempo já estava sendo disputado pelos maiores clubes da Europa e o valor de seu passe multiplicado por outros tantos milhões. Titular indiscutível de um time com Zidane, Figo e Ronaldo; referência na seleção, fez parte de dois anos de sonhos. A memória do futebol nunca esquecerá aquela seleção brasileira das eliminatórias para a Copa de 2006 e a campanha do título da Copa das Confederações de 2005. Eis o Dream Team da minha geração: Juninho, Káka, Ronaldinho, Adriano, Ronaldo e Robinho.

Meados de 2008 e o saldo no Real era de três anos impecáveis. Ele seduziu a bola; o dinheiro seduziu Robson e mais uma saída problemática. O primo pobre de Manchester havia ganhado na loteria e o primeiro capricho era levar Robinho.

No Manchester City ganhou a 10 e a missão de comandar o time. Faltou visão ao Sheik, pois Robinho precisava de um time. Fez uma ótima primeira temporada, mas, faltava algo naquele time de azul, pré-fabricado e sem alma. Foi responsabilizado e não aguentou, boicotou seu segundo ano e quase não jogou.

Saída polêmica da Inglaterra. Seu destino? Voltou à Baixada, mais maduro e generoso, fez-se escada para dois novos garotos que surgiam. Ajudou a terceira geração dos Meninos da Vila a evoluir, suportar pressão e administrar seus egos juvenis. Foram seis meses mágicos.

Copa de 2010 e Robson foi um dos poucos que se salvaram daquele desempenho desastroso, fez uma copa correta.

O poderoso Milan comprou seu passe. Todos acreditávamos que seria uma nova fase em Milão. Novamente fez uma excelente primeira temporada, entendendo-se muitíssimo bem com Pato e Ronaldinho.

As comparações e críticas nunca o deixaram e eram cada vez mais duras e cruéis. O talentoso e eterno camisa 7 da Vila foi induzido a achar que seu futebol era menor e que nunca tinha sido grande. Tentou se reinventar, mudou seu posicionamento em campo, perdeu velocidade com o tempo e finalmente seu futebol chegou ao nível que tantos diziam que ele jogava. Conseguiram. Os outros anos não foram como antes e Robson iniciava finalmente o caminho do fim. Foram anos de tentativas frustradas de reafirmação.

Robinho é gênio, o artista principal do espetáculo, criador do desconhecido, monstro, um mar de talentos, sócio principal de um clube seleto, e exímio vendedor de ingressos.

Mais um para fila de craques incompreendidos pela massa e senso comum.

Sua carreira pode ter sido questionável, seu futebol, nunca.

Robson, pare em paz. Você cumpriu sua missão.

E para os limitados que teimam em classificar a capacidade de um jogador pelos títulos conquistados, segue a ficha corrida do menino das pedaladas:

Santos

 

Real Madrid

 

Milan

 

Seleção Brasileira

 

Prêmios Individuais[editar | editar código-fonte]

Não se convenceram? Então passem a acompanhar badminton!

 

 

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