Trabalho É O Que Não Falta

muricy

Texto por Victor Mesquita

Relutei bastante em escrever um texto sobre o 2016 do Flamengo. Principalmente, porque aqui mesmo neste blog escrevi um texto desabafando sobre todo meu desapontamento com o time no ano de 2015.

E novamente digo: um time com investimento tão alto não pode se contentar com posições esdrúxulas na tabela do campeonato.

Com salários em dia não há desculpa para não estar pelo menos entre os 6 ou 8 da parte de cima da tabela – isso tendo uma visão bem conservadora.

Ainda em 2015 demos o pontapé inicial no ano de 2016. Primeiro, com o resultado da eleição presidencial, que havia se tornado o foco principal do clube e relegado o futebol ao segundo plano; e, segundo, com a contratação de um técnico de ponta: Muricy Ramalho.

Muricy é um treinador que conhece bem o futebol brasileiro. Não à toa, é multicampeão. Mas é necessário que clube e torcida tenham paciência com seu trabalho. E precisa mais ainda que seus jogadores tenham confiança nele para a montagem de um bom grupo, pois foi assim no São Paulo e no Fluminense. A expectativa é a de que no Flamengo também consiga.

Mas no rubro-negro as coisas não costumam funcionar de uma forma tão simples, já que a pressão é muito maior que nos clubes citados. A torcida não tem paciência e as panelas dentro do elenco são constantes, o que, obviamente, pode comprometer todo um planejamento.

Quanto às contratações, foram 9 até o momento. Destaque para Alex Muralha, que fez ótima temporada pelo Figueirense e que veio para brigar pela vaga de titular com Paulo Victor.

Juan (ou o que restou dele aos 37 anos) e Antonio Carlos foram os zagueiros contratados. O primeiro, resquício de um jogador do passado – pode colaborar? Sim, claro. Mas acredito que não seja o jogador que o clube busca para ser referência na posição.  Já o segundo é apenas um jogador para compor elenco, talvez não fosse uma contratação necessária.

Chiquinho, Arthur Henrique e Rodinei foram os laterais que chegaram à Gávea. Chiquinho fez uma temporada apagada no Santos e Arthur Henrique é uma aposta para o futuro. Espero que não seja o novo Thalysson.

Rodinei já conseguiu a vaga de titular, porém demonstra falta de confiança. Mas, para quem tem Pará no banco, é melhor deixar ele mesmo. E que o garoto evolua, pois ainda é jovem e parece ter bastante qualidade.

Mancuello, Cuellar e William Arão são os meias. Arão teve ótima passagem pelo Botafogo. Ok, jogou a série B, mas já tem dado sinais que pode ser uma peça fundamental no esquema atual. Mancuello e Cuellar são as apostas gringas. Não podemos acreditar nas passagens anteriores, até vê-los em ação com mais regularidade pelo clube carioca.

Flamenguistas já vacinados sabem como costumam ser as passagens dos gringos: grandes nomes no DVD, mas, no campo, deixam a desejar. Pelo menos Mancuello, que já estreou, parece ter bastante gana dentro de campo e é habilidoso. E sabe bater escanteio, algo raro no Flamengo.

Quanto a Cuellar, resta esperar sua estreia e sequência de jogos. As fichas estão depositadas nele para, junto aos 2 anteriormente citados, dar um jeito no time.

Em relação ao resto do time, a base foi mantida. A permanência de Cirino foi pedida por Muricy, mas aquele Cirino do Atlético-PR está longe de aparecer. Deve ter ido comprar cigarro, nunca mais voltou e, provavelmente, aguardam uma ligação anônima do Disque Denúncia com informações sobre seu paradeiro.

Sheik, desde 2015 tem sido uma decepção. Jogador inconstante e nervoso dentro de campo, leva muitos cartões e joga pouco futebol. Falta espírito coletivo e calma nas decisões, não vem rendendo bem.

Everton? Não sabemos o que esperar de um jogador que, ao longo dos anos, vem caindo de produção. Parece peça importante, mas amarela na hora agá.

E Guerrero… Ah, Guerrero… O caô parece que vai acabar, mas quando mais precisamos…

Pelo valor que recebe, pode ser considerado o pior investimento de 2015. Tenhamos paciência, precisamos ter paciência! Mas, até quando?

Falta ao Guerrero entender que o Corinthians é passado, no Flamengo ninguém joga para ele. O esforço tem que ser dobrado, afinal, 900 mil por mês para não produzir? Se a marcação aperta, leve-a consigo e deixe os jogadores de trás chegarem. Já que o time precisa de sua ajuda, que aprenda a jogar sem a bola, pois qualidade tem.

O toque de bola, a saída de jogo, tudo precisa melhorar. E, principalmente, ter um time compacto, que saiba sair jogando e troque passes curtos. Deixar de lado o famoso chuveirinho para ninguém; deixar de rifar a bola para frente; e ir da defesa ao gol com precisão.

Muricy, se é trabalho que você quer, trabalho não faltará!

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