A Era do Pastel de Flango

flango

Texto por Victor Mesquita

Pelo menos alguma vez na vida já compramos um pastel naquele “aprazível” e anti-higiênico (para nossos padrões) estabelecimento conhecido como A Pastelaria do China. Ou, até mesmo, importamos aquele produto dos sites chineses, a preço de banana – e com frete grátis -, para esperarmos pela entrega durante alguns meses, enquanto fica parado na alfândega de Curitiba.

Pois bem, se já não bastasse a presença em nosso mercado alimentício e nas páginas da internet, agora chegou a hora deles importarem nossos melhores produtos. A bola da vez, literalmente, é o jogador brasileiro.

E não, eles não precisam esperar para comprar ou receber. A grana tá na mesa e o recebimento é imediato! Diante das altas cifras apresentadas, não há muito o que ser feito. Apenas uma recusa do jogador poderá ser determinante para a não ida ao país asiático.

Com isso, estamos sofrendo uma debandada de jogadores que, inclusive, vinham sendo convocados para a Seleção Brasileira. Temos como exemplos: Ricardo Goulart, Éverton Ribeiro, Diego Tardelli e Robinho. E o mais recente é Renato Augusto, do Corinthians, que irá ganhar apenas 2milhões de Reais, por mês.

Diante disso, podemos tirar duas conclusões:

A primeira é, Jogar pela Seleção Brasileira não tem mais valor algum. Hoje, o sonho de todo jogador em início de carreira é jogar na Europa. E caso o objetivo principal não dê certo, as opções são os mercados chinês e árabe, onde a grana fala bem mais alto.

A segunda é que a não recusa é obviamente justificável. O futebol tornou-se um negócio. Os atletas são profissionais e suas carreiras são bem curtas. Imagine um jogador recusar um salário astronômico num mercado desses e, de repente, lesionar-se num treino. Se alguém ainda acredita, esqueça!

Entretanto, é louvável a preocupação dos chineses com a evolução do seu futebol e não somente com o show. Cada time tem a permissão de utilizar apenas quatro jogadores de fora do país, proporcionando aos locais, que possuem menos tradição no futebol, aprendizado com os mais habilidosos que chegam aos clubes. Assim, mantem-se o equilíbrio entre os times no campeonato. Coisa que não acontece, por exemplo, na Inglaterra, onde o número de estrangeiros por equipe chega a ser absurdo e, por muitas vezes, os times entram em campo sem um jogador local sequer.

Quem sabe, com o novo aprendizado, dentro de alguns anos, não possamos ter os chineses como uma nova potência do futebol asiático?

Enquanto isso, com o alto investimento, os empresários brasileiros vibram bastante e, a nós torcedores, resta apenas dizer: Xô flango!

 

Anúncios
Esse post foi publicado em Uncategorized e marcado , , , , . Guardar link permanente.

2 respostas para A Era do Pastel de Flango

  1. Marcelo disse:

    Excelente texto sobre a potencialização da cultura do “flango” no futebol!

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s