Para Nós, o Resto

Por Victor Mesquita

juan

 

A atual safra de jogadores do Futebol Brasileiro, não é das melhores. Na colheita proveniente desta, pouca coisa realmente se destaca. Desde Neymar, quem mais destacou-se da mesma forma ? Para um país acostumado com Seleções com destaques múltiplos (lembram a seleção de 2002), ter a dependência de apenas um jogador é muito difícil. Vide o resultado da Copa de 2014.

Decorrente disto também, é a ausência de craques presentes no Futebol Brasileiro, nos fazendo olhar cada vez mais para o passado. Temos a carência de novos ídolos – que me desculpem, mas o termo está cada dia mais vulgarizado – referências no Clube. Não teremos mais Zico, Romário, Rogério Ceni.

Os tempos mudaram. Ninguém mais quer retornar ao país no auge, como fez Romário, em 1995. Hoje, o Futebol Brasileiro, para os considerados grandes jogadores, é visto como uma Clínica de Reabilitação. Onde o jogador retorna ao país, recupera seu futebol, revaloriza-se e realoca-se no mercado.

Além da situação citada, também é visto como um asilo. Onde jogadores em final de carreira voltam ao seu clube de origem, fazendo juras de amor, mas sem esquecer do alto salário no bolso. E nós torcedores, que apoiamos isso. acabamos sendo coniventes com essa situação.

A razão para o texto de hoje é o retorno de Juan ao Flamengo, para a temporada de 2016. Um jogador que foi sim um dos melhores de sua geração, mas que ter a palavra ídolo dita a cada vez que falamos de Flamengo, é um tanto quanto exagerada.

Retornou ao Brasil e mantendo contato com seu clube de origem, não aceitou a proposta, pois o clube não queria pagar um salário exorbitante por um jogador em fim de carreira. E agora, que virou somente o resto, no Internacional de Porto Alegre, aceitou retornar à Gávea, com um salário que certamente não é baixo, para um jogador com status atual de reserva e com 36 anos de idade.

Primeiro que é um grande absurdo o Clube ainda buscar um jogador nessas condições, com status apenas de reserva. E não duvidem que ele será titular e capitão do time. Segundo, o torcedor apoiar esse tipo de coisa, devido a toda situação, é contentar-se com pouco!

No fundo, pelo lado torcedor, espero queimar minha língua. Pelo lado racional, não quero somente o resto!

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