Não Acordem o Gigante (ainda)

Por Alan Parada

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Temos uma nação de mal acostumados com a nossa Seleção Nacional.

E acho que isso acaba por alimentar um tanto da “falta de identidade” do torcedor com a camisa amarela, tão propagada atualmente.

Não vejo que a seleção não desperta mais interesse. Pelo contrário. Desperta muito, muito mesmo. Se não tivessem tantas pessoas interessadas, todas as vezes que a seleção é convocada não teríamos uma quantidade imensa de gente discutindo as listas, as novidades, os não convocados, os adversários e etc. Temos o interesse que a seleção se mantenha ganhando. E com isso, possamos continuar sendo “brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”.

Estamos tão acostumados a ganhar com a Seleção, que não damos importância para vitórias em “coisas poucas” como as modorrentas 18 rodadas das Eliminatórias ou a Copa América. Não temos adversários locais, exceto a Argentina (que não faz frente com a gente há tempos, principalmente quando o jogo vale alguma coisa) e isso nos dá um pouco de soberba futebolística. Nunca um torneio continental dará a realidade da nossa Seleção. Parece que não jogamos a vida nessas horas, parece que sempre iremos ganhar, não importa o que aconteça. A sensação é de que, por essas bandas, sempre terão medo da gente e nós nunca teremos medo de nenhum deles, aconteça o que acontecer, ganhem o que ganharem.

As outras seleções vivem de gerações boas, como o Paraguai do final dos anos 90 e início de 2000. Ou o Uruguai de 2006/2008 e o Chile atual. Poderia listar outras gerações de seleções boas, que até deram algum trabalho e conseguiram notoriedade e títulos, mas que depois caíram e voltaram ao seu “habitat natural”, tal qual um golfinho do Sea World. Às vezes acho até que torcemos por outras seleções aparecerem bem para poderem bater de frente com a gente por mais tempo que uma Copa.

Com a gente não.

O Brasil é diferente! Somos protagonistas sempre no cenário mundial.

Estivemos em todas as Copas do Mundo e desde 66 não somos eliminados na primeira fase. Além de 66, só não passamos de fase nas duas primeiras Copas (30 e 34).

Tirando o 7×1 (que prometo ressuscitar em outro post com o meu pitaco sobre ele), nunca fizemos vexames. Algumas vezes ficamos abaixo das expectativas, mas longe de chamar de vergonha. Em outras, chegamos desacreditados e levamos a taça.

Então amigos, vamos voltar à nossa realidade de sempre. Vamos dormir pelos próximos 31 meses, ou até que sejamos chamados para salvar a pátria de chuteiras, como fizemos e faremos sempre. Até que despertem o Gigante!

O maior gigante do futebol mundial. O mais temido. A mais pesada das camisas. Aquela que o a cor nunca desbota. Aquele time que mesmo cheio de Leomar, Afonso Alves e Fabio Bilica põe muito medo em todo o planeta!

Então, canarinhos, vão lá. Façam o trabalho de vocês. Levem-nos até a Rússia, e em 2018 nossas ruas estarão enfeitadas, as caras pintadas e o Galvão chamando o Olodum lá no Pelourinho!

 

PS: Os créditos da imagem são do meu amigo Rafael Sobral, que faz um trabalho incrível de fotos com bonecos LEGO. Quem se interessar, vale seguir no instagram @legosobral

 

Segue o jogo!

 

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2 respostas para Não Acordem o Gigante (ainda)

  1. Hugo Noronha disse:

    Parabéns pelo texto e pelo excelente blog. Futebol é uma paixão única e é sempre muito bom falar sobre ele. Acompanho todos os posts e gosto muito de tudo que é abordado. Viva o futebol!!!

    Curtido por 2 pessoas

  2. Pingback: Podia Ser… | pitacosacidos

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