Apesar de

Por Valdez Gomes

…ter material humano menos qualificado;

…conviver com conflitos políticos e frequentes atrasos de salários;

…enfrentar um time sortido de bons nomes e valores individuais;

Apesar de todos esses pesares, Diniz, consegue fazer do Fluminense um time digno de suas tradições e encara com bravura seus adversários.

Do lado cá, tendo mais recursos técnicos e financeiros, o supervalorizado Alberto Valentim entrega um time “reativo”. No linguajar popular chamamos isso de covardia, mas os ditos profissionais do futebol (treinadores, jornalista e twitteiros) entendem como tendência, tática aplicada a times modernos. É dose aturar comentários de alguns profissionais: “É justo a torcida vaiar o time, mesmo estando na final do Carioca?” “Faz sentido vaiar um time que venceu o Avaí por 3 x 2?” “Esse ano só perdeu duas vezes”

O que vimos domingo foi vergonhoso, medíocre, pequeno…
O pior é que há torcedores que defendem Valentim. Qual parte do jogo eu perdi para que alguém consiga defender “O Professor”?

O Vasco consegue se acovardar ao mistão do Flamengo (duas vezes!) e frente a Fluminense, Botafogo, Bangu e Avaí.

Por tudo que citei no início desse texto, o argumento de que “falta tudo” não cola. Diniz tá aí para provar que trabalho, coragem e inteligência bastam para uma torcida confiar e abraçar seu time.

A tropa é reflexo de seu comandante e isso, por si só, explica a passividade que vimos na primeira partida da final do Estadual. Fora Valentim, Abel, Jair Ventura, Zé Ricardo e tantos outros!

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Esconjuro

Por Valdez Gomes

Dia desses peguei na minha (ainda) vazia estante um livro para ler com minha pequena. Escolhi “As Cem Melhores Crônicas Brasileiras”, coleção de clássicos pitorescos, entre os escritos há textos do vascaíno Carlos Drummond de Andrade e do tricolor Nelson Rodrigues, gente desse quilate. Mas foi numa crônica do irmão de Nelson, Mário Filho, (jornalista rubro-negro que dá nome ao Maracanã) que nos debruçamos juntos.

Por se tratar de textos adultos, escolhi um com o qual ela pudesse ter mais facilidade de compreensão e mais lúdico. Lemos “O Sapo de Arubinha”.

Para quem não conhece, nesse texto, Mário Filho narra a inacreditável, porém real, história de uma suposta praga rogada sobre o time do Vasco no final dos anos 30. Resumindo a história: Reza a lenda (?) que naquele 30/12/37, Vasco e Andaraí se enfrentariam numa noite de temporal no estádio das Laranjeiras e tudo o que o frágil Andaraí temia era ser goleado pelo Cruzmaltino.

Ocorre que a delegação vascaína sofrera um acidente de trânsito, atrasando-se para a partida. Em respeito aos feridos, o time do Andaraí recusou a possibilidade de ser considerado vencedor sem jogar, fazendo uso do W.O., e aguardou considerável tempo (debaixo de um verdadeiro dilúvio) pelo adversário. Partida iniciada, o Andaraí esperava gratidão do Vasco e imaginava um jogo menos acirrado. Perder de pouco, que honra!

Pois bem, o jogo terminou 12 a 0 para o time de São Januário. Arubinha, entre os derrotados, furioso praguejou que o Vasco ficaria 12 anos sem gritar “campeão!”.

A praga durou longos 11 anos e rendeu muito sofrimento e dor de cabeça para torcedores e diretoria da época. Arubinha estava vingado.

Dias de hoje…

Essa semana, véspera dessa final de turno, vencida nos pênaltis pelo Flamengo, fiquei pensando em Arubinha e lembrei-me de Cocada, dois curiosos personagens na história do Vasco…

O ano era 1988, Flamengo e Vasco disputam a final do Carioca daquele ano, os times eram repletos de estrelas. Jogo eletrizante, onde o Vasco sagrou-se campeão com gol de Cocada. Este, ao fim do jogo, declarou aos repórteres:

“Vai tá escrito daqui a 20 anos, que o Vasco da Gama conquistou o Bicampeonato, com gol de Cocada aos 44 minutos (do segundo tempo), que entrou em campo aos 41 e foi expulso aos 45. Quer dizer, é um marco histórico pra qualquer jogador

No jogo de hoje, aos 40 do segundo tempo, um amigo tricolor (que anda mais sumido que titulo do Vasco sobre o Flamengo), fez troça:

“40 minutos de jogo… Temos mais 25 ainda de acréscimo, pois o Flamengo está perdendo… Muito jogo pela frente ainda… Já avisaram até o Faustão (que vai atrasar seu programa)”

Outro amigo, Flamenguista se fez de morto… “Acho que hoje não dá”

E eu, mais calejado que mãos de pedreiro, praguejei via áudio: “Chegamos naquele momento decisivo do jogo em que arrumarão um penaltizinho, pra ficar tudo em casa… esse é o momento”

Resignado, o Flamenguista disse: “Pode comemorar, nos vemos na final”

Respondi apenas com um: “Não dá pra confiar”

E mais uma profecia reversa se fez realidade.

Arubinha errou por menos e Cocada perdura até os dias de hoje. A profecia se fez cumprida, nós vascaínos nunca mais nos esquecemos daquele gol, mas precisava ser lembrado dessa forma, Cocada?!

Lá se vão 30 anos dessa declaração e quis o destino que possivelmente, no aniversário de 31 anos desse ultimo titulo sobre seu maior rival, o Vasco voltará a fazer mais uma final de Carioca.

Como vascaíno, espero que essa praga caia. Passo longe de ser supersticioso, mas se me perguntarem se acredito em bruxas, convicto responderei: Não! Mas tenho certeza que existem!

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Troco Life

Por Valdez Gomes

 

chape

 

Sou carioca, vascaíno, filho de uma mineira e um paraibano (ambos botafoguenses). Portanto, na teoria, não deveria ter nenhum sentimento mais forte que a simples consternação com o sofrimento causado pelo trágico fim dessas 71 pessoas que se foram na madrugada de terça.

Outras tragédias como essa já ocorreram, mas nenhuma delas me deixou tão comovido. Imaginei que esse sentimento fosse universal – e em certos momentos é. Atletas, clubes, músicos, artistas, muitos prestaram suas condolências aos familiares e amigos das vítimas.

Tudo corria dentro da normalidade, afinal, numa catástrofe dessa proporção, o mínimo que se espera de qualquer pessoa é compaixão.

Mas a humanidade é uma espécie surpreendente. Somos capazes de atitudes grandiosas como a dos jogadores, dirigentes e torcedores do Atlético Medellín. Contudo, por outro lado, existem aqueles que teimam em nos lembrar que somos falhos.

O brasileiro, em especial, parece craque nisso. A contagem dos corpos mal havia sido encerrada e já víamos as primeiras mostras do quão respeitosos somos. É impressionante como algumas pessoas viram a página, assim, com tanta facilidade.

Dirigentes de futebol anunciaram contratações – acorda, porra! Não há negociação que não possa esperar.

O outro tentou comparar o drama das famílias que perderam seus entes na queda do avião com o risco de seu clube ser rebaixado – seu idiota! Caindo seu time, ano que vem ele volta, mas, e os caras que foram e não vão retornar para casa?

Pessoas replicam “piadas” alusivas à tragédia como se houvesse alguma graça – e você, está rindo de quê?! Onde está a graça?!

Políticos votaram medidas em causa própria na calada da madrugada… como se nada tivesse acontecido, normal… fazem isso o ano inteiro.

Tudo isso sem citar a provável causa da desgraça que abateu a cidade de Chapecó… não houve falha mecânica e tampouco humana. A queda do avião foi causada por falha de caráter. Não há dúvidas. O piloto/dono da aeronave arriscou as vidas de dezenas de pessoas por ganância, e omitiu à torre de comando a real situação sobre o problema que ele causou e que (talvez) poderia ter contornado.

Por sorte, a maioria esmaga esse tipo de gente. E assim vamos tentando reconstruir o que sobrou.

A Chapecoense precisará mais do que suas próprias forças e, inclusive, diversas entidades já se propuseram a ajudar. Na real, quem mais precisa são os familiares dos atletas, jornalistas, comissão técnica, pessoal de segurança e outros envolvidos.

Associando-nos ao clube não vamos ajudar a amenizar a dor dessas pessoas.

Nesse momento, conforto espiritual (seja você religioso ou não), compaixão e respeito valem mais do que qualquer contribuição financeira.

Não tenho religião e tampouco sei rezar, mas ficam aqui os meus mais sinceros e sofridos sentimentos.

Muita força aos sobreviventes e familiares.

Muchas gracias, Medellín!

 

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Sprint Final

Por Valdez Gomes

No último Domingo, após relutar e postergar um bocado, resolvi prestigiar a tal Paralimpíada. Peguei minha pequena e tomamos o rumo do Estádio Olímpico Nilton Santos (diga-se de passagem, justa homenagem ao ídolo alvinegro que não vi jogar, mas sempre simpatizei com sua pessoa).

A competição estava marcada para iniciar às 10hs, nós chegamos às 11hs, a tempo de ver o brasileiro vencer os 100m rasos de sua categoria. Bacana ver um compatriota ser campeão nos braços da torcida. E nós estávamos posicionados bem em frente a linha de chegada… Trouxemos sorte!

No Atletismo, assim como na Ginástica, as competições ocorrem simultaneamente. E por esse motivo, logo em seguida, vieram as provas de resistência. Assistimos a duas delas, vencidas por dois Quenianos. A dinâmica dessas provas foi mais ou menos a mesma. Na primeira delas, assim que foi dada a largada, um egípcio tomou a ponta e abriu larga vantagem, todo o restante ficou para trás, inclusive o campeão da prova, que nos últimos 600 metros da prova, acelerou as passadas trazendo consigo o medalhista de prata. O Egípcio penou para completar o pódio.

Na prova seguinte, também de 1500m, um brasileiro abriu pequena vantagem e ditava o ritmo da corrida, dessa vez eram os deficientes visuais que competiam, a dupla brasileira levou a torcida a loucura, a cada passada, nós dá arquibancada, empurrávamos nosso atleta e seu guia. Sem perder o foco, a dupla do Quênia, crescia na prova, o nervosismo tomava conta dos brasileiros, que ao contrário do atleta, via a distância ser reduzida metro a metro. Faltando cerca de 400m para a linha de chegada, a dupla do Quênia tomou a dianteira e deixou o brasileiro com a prata. Tudo bem, na Paralimpíada, a máxima do “o que vale é competir” é levada à risca e por isso, não rara são as vezes em que o último colocado é mais ovacionado que o campeão.

cavalos

Quarta-feira, mudei de canal e parei para assistir o jogo da TV, aquela que intitularam de final antecipada. Palmeiras e Flamengo frente a frente. O resultado de empate me trouxe de volta àquela manhã no Engenhão. A exemplo do que aconteceu na pista de atletismo, o campeonato brasileiro ganha contornos de uma prova de resistência, onde o Brasileiro que abriu vantagem é o Palmeiras, o Queniano me parece o Flamengo e um pouco mais atrás, ainda que o Galo tenha encostado na pontuação, chega o segundo pelotão, formado pelo Atlético, Santos, Corinthians e Grêmio.

O Verdão que outrora corria com vento na cara, agora sente cada vez mais perto o aroma do Rubro-negro. A meu ver, o Porco vai ser ultrapassado nos momentos finais dessa disputa. O Urubu parece mais inteiro e focado em busca do título.

Enquanto isso, torcidas do Palmeiras e do Fla, fazem suas apostas. A julgar pela partida de quarta-feira, esse fim de semana promete alternância de posições da frente. E se esse for o momento do último gás até a linha de chegada, eu diria que os cariocas têm tudo para levar o ouro.

Ah, só para registrar, Domingo naquela prova dos 1500m, mesmo sabendo que o queniano estava muito mais inteiro para vencer, eu torci pelo brasileiro.E dessa vez, não é diferente. Para mim, o Palmeiras é o Brasil no Brasileirão!  Corra Verdão!

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Ponto e Vírgula

Por Valdez Gomes

Amarrou as chuteiras, ergueu a cabeça e seguiu adiante. Cumprimentou cada um dos seus companheiros, amigos, desafetos, todos cabiam naquele último abraço antes do jogo de despedida do clube que defendeu por alguns anos.

Rocha, como era chamado em campo, pediu a palavra e discursou brevemente sobre sua passagem pelo clube, onde fez títulos e conquistou amigos. Articulado como poucos naquele universo de “fazer o que o professor mandar e ir em busca dos 3 pontos”, falou de metas, conquistas, desafios e de algo que para ele, naquele momento estava concluindo… mais um ciclo em sua vida profissional.

Ali, naquele meio de campo, por vezes, no ufanismo de torcedor, não faltou quem o chamasse de “nosso Zidane”. Por ironia do destino, seu sobrenome era antagônico à leveza com que se movimentava em campo. Valdir, seu amigo pessoal e fã de seu estilo, dizia que “ele não tocava a bola, comunicava-se com ela”.

No jogo derradeiro, não fizera nada diferente do que sempre fez. A mesma categoria da estreia e o empenho das decisões permeou a partida de despedida. Seus fãs ainda não sabiam, mas ali, Rocha encerrava mais um ciclo vitorioso. Mais tarde a notícia veio à tona, dividindo opiniões. Houve quem o crucificou e também os que o apoiaram.

Ao final do jogo, na segurança de quem sabia o que estava fazendo, encarou mais uma entrevista coletiva… a última defendendo as cores do clube. A tônica não poderia ser outra, as perguntas talvez sim. Entre tentativas de arrancar a declaração bombástica ou descobrir o lastro de pólvora que o fizera sair, uma jovem repórter captou o espírito da coisa e, com ar espirituoso que a nova juventude carrega consigo, foi precisa:

– Então é isso, o que você está nos dizendo é que “tem, mas acabou”?

Rocha encarou-a por alguns segundos e, para ela, como quem aconselha, respondeu:

– Ao longo de minha carreira, driblei, fui driblado, bati, apanhei, sofri, sorri, perdi e conquistei. Tudo isso faz parte do jogo da vida. Sempre que eu me perguntava o motivo de estar ali, tinha resposta para me dar. O objetivo traçado na ponta da caneta que assinou meu contrato guiava-me pelas linhas do campo. Eu fazia parte do projeto do clube, o clube era parte dos meus projetos. Tínhamos metas comuns. Não era só mais um jogo, planejamos juntos o início, meio e fim deste ciclo. Mas outro dia, após mais uma vitória nossa, voltei a me questionar… O que estou fazendo aqui? – Nesse momento, Rocha fez uma pausa, bebeu um copo d’água, voltou seu olhar para a menina, que ávida por mais, o fitava com admiração.

Então, com a plena certeza de quem indica onde fará a infiltração da bola entre os, zagueiros, concluiu:

-Nesse dia, a resposta não foi a de sempre. Aliás, eu não tinha resposta. Eu titubeei. E quando o amor vacila, é sinal de que já não há razão para estar ali. E como você bem colocou… ainda tem, mas por aqui acabou. Em breve mando notícias sobre meu novo amor. Obrigado a todos, boa noite! Até breve!

E assim deu ponto final na entrevista e um ponto e vírgula na carreira.

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Iconoclastas

iconoclasta

Por Davi Miranda

Sem apoio, remando contra a maré, no ambiente hostil e carente de suporte que é o esporte brasileiro, emerge, ainda que raramente, um ou outro vencedor. De pés descalços e mãos calejadas, esses atletas bebem na fonte das dificuldades. No início o foco não é ganhar, mas permanecer. A falta de recursos pede adaptações; a solidão pede perseverança; as quedas pedem fortalecimento.

Cedo aprende-se a levantar: de tombo em tombo, de não em não, esses atletas vão se moldando na poeira do destino. Como bruta flor que brota entre as pedras, contrariando conselhos e previsões, levado por um redemoinho carregado de esperanças, surge dos caminhos mais improváveis uma medalha de ouro. Assim nascem os campeões olímpicos no Brasil.

Depois de atingido por um raio divino, a mídia, tão boazinha, trata de perfumá-lo e entregá-lo em nossas casas na embalagem mais reluzente, alçando-o ao status de novo herói. Nós, quase que instantaneamente, passamos a adorá-lo e, como que laureados, dormimos no embalo do sonho alheio.

Mas, passada a inebriada euforia das conquistas, volta-se ao ciclo das disputas. E bastam alguns resultados ruins (ruim, nestes casos, é quando o ouro não vem) para que passemos a contestar nosso objeto de adoração. Mas, tão difícil quanto chegar ao lugar mais alto do pódio, é manter-se nele. E os sofridos atletas, que deram a vida por ouro, veem-se obrigados a conquistar o impossível novamente.

Para alguém de alto nível se manter na ponta é extremamente difícil, quase uma utopia. A história conheceu poucos desse quilate, tão poucos que, de cabeça, podemos lembrar seus nomes. E, se para estes já é tão complicado, imagine para nossos improváveis campeões. Mas não aceitamos menos do que um dia já nos entregaram.

Após sucessivos insucessos, da mesma forma que somos tomados pela euforia das vitórias, temos prazer com o escárnio e a zombaria àqueles que alçamos à condição de ídolos. E assim,  sem dó nem piedade, com a ajuda da mídia, inclemente, derrubamos as enormes estátuas que um dia construímos.

Nosso país se assume subdesenvolvido, porém, paradoxalmente, repudia veementemente as derrotas. Pódios, desde que no lugar mais alto; medalhas, somente as douradas. Somos derrotados por natureza, mas refutamos o derrotismo.

A propósito, ontem Robson Conceição ganhou a medalha de ouro no boxe.

 

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Com Muito Orgulho

Por Alan Parada

torcida

Os Jogos Olímpicos começaram e o tal do Espírito Olímpico finalmente chegou à Cidade Maravilhosa.

Com ele, também os torcedores nas arenas.

Cada um com sua forma de torcer. Cada esporte à sua maneira.

Mas aqui é o país do futebol, na cidade do maior clássico do mundo, que sedia o maior espetáculo da terra…

Sejam bem-vindos às nossas arenas. Aqui vão algumas regras básicas para os torcedores:

1) Façam barulho!

2) Torçam até o final para os brasileiros (com muito orgulho, com muito amor);

3) Se o Brasil não estiver competindo, torça para a zebra;

4) Pode torcer para os fora-de-série também (Phelps, Bolt, Dream Team e etc);

5) Seja irônico e festeiro. Esporte é saúde e bom humor faz bem para a saúde;

6) Torça contra a Argentina.

Essas são as regras BR para torcer.

Valorizamos o auge do esporte, o ponto, o gol. Comemoramos muito quando acontece. Nada de bater palminha apenas… Tem que ter grito e levantar da cadeira.

Inclusive, deveria ser proibido cadeiras em arenas esportivas no Brasil. Todos de pé, como num Maracanã lotado, digno de canal 100.

Gritos zoeiros também são bem vindos, como “vai morrer” nas lutas, ou “fura ela” na esgrima.

Os gringos reclamam, mas adoram isso! Eles queriam ser como nós, mas não conseguem.

Pergunte para os atletas da seleção de handebol masculino do Egito, que venceram a favorita Suécia por um gol de diferença, marcado no fim do jogo, se eles não adoraram ser abraçados pela torcida?

Se não fosse para ter torcida, para que colocar arquibancadas? Se for para ficar sentado e calado, que fique no sofá de casa, assistindo pela TV.

Imagina o “Gol do Pet” sendo apenas aplaudido pela torcida do Flamengo e admirado pela torcida do Vasco? Ou mesmo o Renato Gaúcho comemorando a “Barrigada” com um singelo soco no ar? E a torcida do Palmeiras reconhecendo e aplaudindo o Romário, depois de levar a virada na final da Mercosul com 3 gols do Baixinho?

Agora pense no contrário.

Imagina uma final de Mundial, a torcida gritando “fura ela!”, e no incentivo vem o ponto decisivo para o título?

Ou a galera fazendo aquelas palmas tradicionais antes das cobranças de falta, num saque do tênis de mesa?

Eu acho mais legal que o futebol contamine os outros esportes que o contrário.

Veja o exemplo do UFC. O evento esportivo que mais cresceu no Mundo nos últimos anos adotou o Brasil como segunda casa; também por conta da torcida. Eles não devem estar errados…

Em 10 dias os Jogos acabam e os atletas voltarão às suas casas.

Tenho certeza de que na primeira competição em que receberem apenas aplausos, sentirão saudade do barulho e da cantoria daqui.

E a gente vai seguir o jogo. Com foguetes e bandeiras.

 

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